Angelica Brunatto
Tubarão
Após a queda do empresário Beto Lima, a ponte de Congonhas voltou a ser assunto discutido por todos, quase que diariamente. Nas últimas segunda e terça-feira, uma vistoria foi realizada por técnicos e engenheiros no local. O objetivo era emitir um novo laudo, e só depois decidir o que seria feito.
E o laudo saiu. Com ele, a decisão do que será feito. O prefeito Manoel Bertoncini e o secretário de defesa civil da prefeitura de Tubarão, José Luiz Tancredo, assinaram, no início da noite de ontem, o ato de interdição da ponte. “A situação é gravíssima”, relata o secretário. “Tem algumas opiniões de que a ponte poderia ser reformada, mas os nossos técnicos negaram isso. É necessário uma nova”, explica Manoel.
A nova interdição deve seguir os mesmos ‘moldes’ da de setembro de 2009. “Vamos tentar colocar de novo cancelas, placas e outras coisas que impeçam a passagem”, adianta o prefeito. Mas, na tentativa anterior, a interdição não funcionou, já que os motoristas retiravam os obstáculos da travessia. “Quem passar pela ponte deve assumir as responsabilidades”, continua Manoel.
Hoje de manhã, Tancredo deve comunicar a Guarda Municipal e a Polícia Militar para dar início à interdição. O local recebe um grande número de veículos, principalmente nesta época do ano. “Não queremos ser responsáveis por uma tragédia”, desabafa o prefeito.
O ato
Conforme o ato de interdição, a ponte apresenta problemas estruturais que comprometem a sustentação e a segurança do usuário. Ainda, pode aumentar a possibilidade de cheias em época de chuvas. A recomendação é a interdição da travessia até a reconstrução de uma nova estrutura.

